Blog du Gui

Fotos dos corpos Mutilados/carbonizados do acidente da TAM

Julho 25, 2007 · Deixe um comentário

Tão logo espatifou-se o avião aquele, milhões começaram a vasculhar a internet à procura de fotos. Fotos de corpos estilhaçados, preferencialmente. Putz, tá certo que é uma tragédia, comoveu o país, coisa e tal, mas o grilo falante da minha cabeça fica insistindo: ô meu, porque as pessoas não procuram notícias da miséria humana com a mesma avidez???
Por isso, esse post é um pega-ratão. Nos próximos dias centenas colocarão as palavras “fotos + acidente + TAM” no Deus Google, e vários desavisados cairão nesse tópico…
*
Se você é um desses que tava excitadíssimo pra ver corpos mutilados e parou aqui, pois bem: não foi em vão o clique. Abaixo têm a foto de uma tragédia espetacular, a maior tragédia de todas.

tomou papudo?! Idéia original de:

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O AirBus A320!!

Julho 24, 2007 · Deixe um comentário


Dados Técnicos:

Fabricante: Airbus Industrie
Capacidade: 150 passageiros em disposição básica de duas classes
Motores: IAE V2500 / 27.000 lb de empuxo cada
Envergadura: 34,100 m
Comprimento: 37,573 m
Peso Máximo de decolagem: 70.000 kg
Peso Máximo para pouso: 64.500 kg
Altitude de cruzeiro: 11.800 m
Velocidade de cruzeiro: cerca de 900 Km/h
Velocidade de decolagem e aterrissagem: 258 Km/h

Dados sobre a unidade prefixo MIKE/BRAVO/KILO (MBK):

Conforme está oficializado no site da Tam-linhas aéreas, segue abaixo o dados do modelo que realizou o trecho POA/SÃO-Congonhas no vôo JJ3054:

Início das operações: Dezembro/2006
Horas de vôos: 26.320
Perfeitas condições de manutenção e aeronavegabilidade (comprovado por documentação exigidas)
Tripulação com boa experiência

Todas as notas oficiais estão disponibilizadas no site oficial da Tam Linhas Aéreas (óbviamente o site está com dificuldade de acesso, insista).

Abaixo, mais fotos do modelo A-320:

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A ordem é o Caos sob optica do Zoom In

Julho 24, 2007 · Deixe um comentário

  • d(f^\tau(x), f^\tau(y)) > \delta \,.

Por falta de um cravo, perdeu-se a ferradura;
Por falta de uma ferradura, perdeu-se o cavalo;
Por falta de um cavalo, perdeu-se o cavaleiro;
Por falta de um cavaleiro, perdeu-se a batalha;
Por falta de uma batalha, perdeu-se o reino.

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A Vida Intelectual

Julho 23, 2007 · Deixe um comentário

“Instintivamente queremos conhecer do mesmo modo que pedimos pão. Se os mais dos homens se deixam prender por desejos errôneos, o pensador é obsidiado pelo desejo de saber; porque o não utilizará, aproveitando-o como se aproveita um curso de água para mover uma turbina? Será isso possível? Sim, é; a experiência e a psicologia o ensinam. O cérebro trabalha sem remissão; as turbinas, que reclamo, existem, giram, arrastando em suas voltas um sistema de rodas donde se escapam as idéias como as centelhas dum dínamo em pleno rendimento. Os processos nervosos encadeiam-se em série contínua e não param, do mesmo modo que os movimentos do coração ou dos pulmões. Que falta para aproveitar, em favor da verdade, esta vida permanente? Só a disciplina. É preciso que os dínamos estejam ligados às turbinas, as turbinas à corrente de água; é preciso que o desejo de conhecer acione regularmente, e não por intermitências, o funcionamento cerebral, consciente ou inconsciente. A maior parte da atividade nervosa de nada serve, pela simples razão de não ser captada.”

O parágrafo acima faz parte de A Vida Intelectual, de A. D. Sertillanges (1863-1948)

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Estado Sólido da Luz.

Julho 23, 2007 · Deixe um comentário

 

Entenda o efeito:

Partículas de luz podem unir-se e formar estruturas sólidas. Afirmam cientistas.

Pesquisadores das universidades de Melbourne, Austrália, e Cambridge, Inglaterra, desenvolveram uma nova teoria que mostra que a luz pode se comportar como um sólido. “A luz sólida irá nos ajudar a construir a tecnologia deste século,” diz o Dr. Andrew Greentree.

Ao invés de utilizar as ferramentas tradicionais encontradas nos laboratórios de óptica, os cientistas tiveram que empregar técnicas comumente utilizadas para estudar a matéria.

Luz sólida

“Fótons de luz sólidos repelem-se mutuamente como acontece com os elétrons. Isto significa que nós podemos controlar os fótons, abrindo as portas para novos tipos de computadores mais rápidos,” diz o cientista.

No trabalho, os cientistas demonstram teoricamente como projetar a “transição de fase” dos fótons, fazendo-os passar do comportamento de sólido – quando eles interagem entre si como os elétrons – para o comportamento de onda tradicional da luz – na qual os fótons não interagem entre si.

“Normalmente os fótons fluem livremente mas, nas condições corretas, eles se repelem, e formam um cristal,” diz Greentree.

A nova teoria cria um campo totalmente novo de pesquisa, fazendo uma interseção entre a óptica e a física da matéria condensada. Agora, os pesquisadores experimentalistas vão começar a estudar a nova teoria para descobrir formas de testá-la na prática.

  • ATENDENDO A PEDIDOS AQUI VAI UMA EXPLICAÇÃO SOBRE O EFEITO

Tudo que existe na natureza é composto por dois tipos de partículas: os bósons e os férmions. A diferença básica é que férmions não podem ocupar o mesmo lugar no espaço (o mesmo estado quântico, na linguagem formal) enquanto que infinitos bósons podem ocupar um mesmo estado.

Tudo que é matéria é formada por férmions: átomos, prótons, elétrons, árvores, etc. Por isso, dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Já os bósons formam todos os tipos básicos de energia, por exemplo, a eletromagnética. Ou seja, a luz é formada por bósons e, por esta razão, não pode ser solidificada. Para que haja solidificação, é necessário que as partículas que formam a coisa interajam entre si e ao mesmo tempo exerçam uma repulsão. Uma pedra é sólida porque seus átomos estão unidos por uma força, entretanto, não é possível comprimir uma pedra ao infinito porque os átomos têm um limite à sua aproximação, isso porque eles são formados por férmions.

Então, para que a luz se comportasse como cristal sólido, seria preciso fazer com que suas partículas, os fótons, se comportassem como férmions e não bósons. Na teoria tradicional isso seria impossível, mas no entanto sabe-se que quando a luz toca uma superfície de matéria parte de seus fótons se associam aos elétrons, que se comportam como férmions. Este estado de associação é conhecido como polariton.

Nas temperaturas ideais (geralmente muito baixas) e com os materiais corretos (super-condutores) é possível fazer buracos na superfície de materiais que prendem a os fótons e fazem com que eles condensem. Como eles estão associados aos elétrons, não podem se unir num só ponto e repelem-se (levemente) isso faz com que o aglomerado de fótons, que são bósons, adquiram características da matéria fermiônica.

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Liberdade²

Julho 22, 2007 · 1 Comentário

liberdadea.jpg

Não pense na liberdade como um valor ou um objetivo, mas como uma qualidade, um estado ou um meio. Você é livre ou não é. Talvez a prisão mais cruel seja a persistência em pensar que não se é livre.Quem faz da liberdade sua bandeira só se sentirá suficientemente livre quando puder dizer o que quer e recusar-se a ouvir o que não quer — ou quando puder fazer coisas ainda piores.

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Seja legal, seja livre

Julho 22, 2007 · Deixe um comentário

Apresento em seguida algumas humildes sugestões de programas gratuitos para equipar o PC, mantê-lo seguro e estável. Lembro a todos que não recebi um níquel das empresas e marcas aqui citadas. Faço propaganda destes programas apenas porque os usei e fiquei satisfeito com eles. Talvez eles sejam úteis a vocês também. Manter a leitura →

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As Batatas Podres

Julho 22, 2007 · Deixe um comentário

Costumo dizer, em tom de brincadeira, que existem três carreiras em que o pacto com o tinhoso é comum: advocacia, jornalismo e publicidade. Elas não são ruins em si; há bons profissionais em todas as áreas e essas três não são diferentes. Elas não são ruins nas essências, mas nos pressupostos. Elas não são a causa de nada, são sintomas. Mas todo sintoma deixa no ar aquela dúvida comum: pode-se dizer que a pessoa continua doente se os sintomas desapareceram?

Lembro ao leitor que reconheço o valor dos profissionais dessas três áreas. Há nelas bons profissionais e maus profissionais; picaretas e homens justos; crápulas e santos. Que a carapuça seja usada apenas por aqueles a quem ela servir.

Advocacia

Recorrer a ela é dar provas da própria incompetência para lidar com outra pessoa num conflito qualquer — a.k.a. litígio. Por exemplo, a traseira de seu carro estacionado pode ter sido atingida por um motorista bêbado que não dá sinais de que vai pagar pelo prejuízo — e que o ameaçará se você insistir nisso. Como dialogar com quem não se dispõe ao diálogo? Recorre-se a um advogado para que ele seja nosso porta-voz diante de um tribunal e, eventualmente, dialogue com nosso opositor. Eu ficaria triplamente envergonhado com isso: além de atestar minha incapacidade para lidar com imbecis eu estaria certificando minha condição de zé-mané diante do Estado e, logicamente, reafirmando a idéia nauseante de que eles (advogados, juízes, tribunais, códigos etc.) sabem algo que eu jamais vou saber. A partir daí você é o “cliente do dr. fulano” e o adevogado vai referir-se a você como “meu cliente”. E, é claro, prepare-se para juntar-se àquelas pilhas de pastas que aparecem nas reportagens sobre a lerdeza do Judiciário.

Você pode ganhar a causa, mas a esta altura já terá perdido todo o restante.

Publicidade

Funciona assim: você quer vender algo e dispõe de dinheiro; em vez de usar esse dinheiro no aprimoramento de seu produto ou serviço, você o entrega a alguém que dirá às pessoas como é maravilhoso ter aquele produto ou dispor daquele serviço.

Entendo que as coisas não são tão simples hoje que possam dispensar o trabalho de um publicitário. Não basta ter um excelente produto e clientes fiéis dispostos a fazer uma divulgação direta, pelo simples motivo de estarem satisfeitos (como eu faço com o Opera, por exemplo). Consegue-se prestígio desta forma, mas não dinheiro. É necessário vender em quantidade, é necessário aporrinhar a paciência do cliente e transformá-lo em espectador e consumidor.

Mas de repente você vê a megalomania de certas campanhas publicitárias, desliga a TV e agradece emocionado a existência dos profissionais simples e capazes dos pequenos estabelecimentos, como alfaiates, marceneiros e açougueiros. Sem eles eu realmente acreditaria que imagem é tudo.

(Por razões higiênicas não vou falar do marketing político)

Jornalismo

Abra um jornal, qualquer jornal. Ele transmite uma mensagem muito clara: “Isto é importante para você”. Você não lê o mundo através do jornal, o jornal lê o mundo para você — o que é bem diferente. “Imparcialidade” é apenas o nome de fantasia do time para o qual o editor-chefe torce. Ele é quem sabe o que é importante para você. É uma maluquice que não apenas não impede que os jornais existam como também garante a fidelidade de leitores e espectadores, o que atesta a incompetência das pessoas para definir as próprias prioridades. Afinal, elas não sabem o que fazem, o que querem, o que pensam.

Decerto nem tudo é imparcialidade num jornal. Deve ser difícil manipular o noticiário esportivo ou meteorológico (aquecimento global à parte, é claro). No que diz respeito ao noticiário político, cultural, econômico e mesmo o científico, as coisas são um tanto diferentes. Os números não mentem, mas as interpretações dos números ganham ares de verdade incontestável à proporção inversa de sua ligação com a realidade; entidades desconhecidas tornam-se templos de autoridade; idiotas pronunciam-se como se fossem profetas. O momento máximo da honestidade jornalística são as colunas sociais: lá você pode ter certeza de que todos estão mentindo.

*
A capacidade de interagir com outras pessoas tornaria a advocacia desnecessária; se posso dialogar com quem me prejudicou, para quê um advogado? Se não posso, como não ver minha responsabilidade nessa incapacidade?

A capacidade de fazer um bom produto ou oferecer um bom serviço dispensaria o trabalho dos publicitários. Claro que publicitários vendem bons produtos também, mas tudo depende do que você quer: clientes ou consumidores. As diferenças são evidentes: para quem vende, para quem compra e para as pessoas ao redor, mesmo as que não têm nada com isso.

A capacidade de buscar por si aquilo que realmente lhe interessa poderia não dispensar o jornalismo, mas faria com que ele deixasse de ser aquilo que ele é para tornar-se aquilo que muitos dizem que ele será em breve. O Google News parece propor essa direção.

Não seria o fim do jornalismo, porque sempre há jornalistas de carne e osso atrás dos portais de notícias, mas seria o fim do jornalismo ideológico — uma das piores pragas modernas.

*
Advocacia, publicidade e jornalismo são algumas das carreiras que se sustentam na idéia de que a sociedade é ruim, incompetente, ineficaz, estúpida e crédula. São os abutres da sociedade. A incapacidade mortiça das pessoas para as coisas mais elementares, para as coisas que definem a própria condição humana, é que origina essas carreiras. Você pode não saber fazer um sapato ou cultivar hortaliças, mas se você não sabe defender as próprias causas, os próprios produtos e a própria inteligência, que raio de pessoa você é?

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MIT disponibiliza os materiais de todos os seus cursos

Julho 22, 2007 · Deixe um comentário

mit architecture

Não digam que não avisei.

O MIT está disponibilizando materiais de todos os seus cursos. Na área dedicada ao curso de Arquitetura, além de informações sobre as disciplinas, é possível encontrar trabalhos apresentados pelos alunos, os exercícios propostos e parte da bibliografia.

Não chega a ser como estudar lá, claro, mas é um bálsamo para quem sempre viu o MIT como um símbolo distante de excelência.

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Engajamento, pra mais ou pra menos.

Julho 22, 2007 · Deixe um comentário


Um político da base governista em busca de apoio popular para seu mais recente projeto de lei.

Ouço uma pessoa dizer, como tantas vezes já ouvi dizerem, que o problema do brasileiro é a falta de engajamento político. Falta envolvimento e consciência política, falta educação neste sentido e falta atenção às questões políticas fundamentais — é o que dizem.

Eu discordo. Por exemplo, os suíços não são engajados. O mesmo vale para os finlandeses, os japoneses, os sul-coreanos, os dinamarqueses. Eu não os vejo em passeatas, nas ruas. Não os vejo abalados por causa da política. Eu os vejo trabalhando e colocando em prática os valores que eles consideram fundamentais para a realização de coisas boas para sua família, sua empresa, sua cidade, seu país. O máximo de engajamento político que eles se permitem é o de exigir que seus representantes defendam os valores para os quais foram eleitos, que, enfim, trabalhem e respeitem esses valores, exatamente como faz qualquer cidadão.

O problema brasileiro é precisamente o contrário do que se diz. Envolvemo-nos excessivamente com questões políticas. O que torna a política um lodaçal é sua capacidade de ignorar os princípios e atividades que constituem a vida do cidadão comum e de concentrar-se em ações que dizem respeito apenas ao próprio sistema político. Logo, todos estarão envolvidos em questões essenciais para a sociedade brasileira, como a renúncia iminente do presidente do Senado e a declaração absolutamente descabida daquela ministra.

Aos políticos falta engajamento social, envolvimento com as questões elementares do dia-a-dia. Ocorre que, quando isso se esboça, o resultado é sempre o mesmo: encarar a realidade é trampolim para lucro extra, como se para os políticos isso fosse uma necessidade justificada.

Escolha qualquer elemento ou fato político recente e observe-o à luz destas afirmações. CPIs, processos, ameaças de cassação (que raramente frutificam), projetos de lei, a bancada governista, a oposição, as declarações de ministros, de deputados e senadores e do próprio presidente. Este conjunto de elementos e personagens constitui um universo particular, absolutamente alheio a tudo que acontece fora da Praça dos Três Poderes. Tem-se a impressão de que essas pessoas não têm problemas de má digestão, não lêem jornais, não têm filhos e não vão ao cinema. Na TV, rodeadas de microfones, essa tese será subliminarmente sustentada com firmeza inquestionável. Em que planeta essas pessoas vivem?

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